Terminal Gás Sul: engenharia, pioneirismo e responsabilidade ambiental

Implantar uma infraestrutura energética de grande porte exige compreensão sobre as características do território, desenvolvimento de soluções tecnológicas adequadas e adesão a um amplo conjunto de requisitos ambientais, marítimos, portuários e regulatórios.

A instalação do Terminal Gás Sul (TGS) na Baía da Babitonga, em Santa Catarina, cumpriu todos esses aspectos, envolvendo estudos técnicos, simulações e autorizações específicas junto aos órgãos responsáveis.

Ele é o primeiro terminal de recebimento e regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Região Sul do Brasil e vem possibilitando a ampliação da infraestrutura energética do país em meio ao cenário de transição energética.

Área integrada à dinâmica marítima da Babitonga

O local onde está o TGS era utilizado como fundeadouro, espaço determinado pelas autoridades marítimas para navios ancorarem e aguardarem condições favoráveis de viagem, acessarem instalações portuárias ou realizarem outros procedimentos.

A região já fazia parte da dinâmica de navegação da Baía da Babitonga e possuía características compatíveis com a presença de embarcações de grande porte. Entretanto, a instalação de um terminal exige condições diferentes dessa permanência temporária.

Por isso foi necessário estudar questões sensíveis como profundidade, manobras, tráfego, segurança, entre outros pontos. Avaliar esses tópicos foi essencial para garantir que a operação não trouxesse riscos às pessoas e ao meio ambiente.

O desafio de conectar o terminal marítimo à terra

Um dos principais obstáculos da obra estava em outra parte do empreendimento: como levar o gás recebido no terminal marítimo até a infraestrutura localizada em terra, minimizando intervenções na região costeira e no leito marítimo?

A solução adotada para parte desse trajeto foi a Perfuração Horizontal Direcional (Horizontal Directional Drilling), conhecida pela sigla HDD. Essa técnica permite instalar uma tubulação em grande profundidade sem abrir uma vala contínua na superfície.

Em vez de escavar a praia e todo o trecho correspondente do fundo da baía, foi realizada uma perfuração subterrânea partindo da região terrestre do Pontal, em Itapoá (SC), avançando por baixo da área costeira e do leito marítimo.

Para instalar o gasoduto, foi necessário preparar uma coluna contínua de tubos com mais de 1,6 quilômetro de extensão, posicioná-la no mar e conduzi-la pelo trajeto. A operação envolveu embarcações de apoio, equipes especializadas e monitoramento permanente.

Mais do que um dado de engenharia, essa dimensão ajuda a demonstrar a complexidade de implantar uma infraestrutura energética em um território que reúne características ambientais, marítimas e portuárias específicas.

Inovação e sustentabilidade caminham juntas

A instalação do Terminal Gás Sul mostra como grandes projetos precisam conciliar diferentes desafios. O resultado é um empreendimento que reúne pioneirismo energético, engenharia de alta complexidade e uma estrutura de controles ambientais e regulatórios.

Implantar o TGS significou encontrar soluções compatíveis com as características do território e estabelecer as condições necessárias para que a operação aconteça com segurança, responsabilidade e conformidade.

O Terminal Gás Sul representa a união entre conhecimento técnico, inovação e sustentabilidade!

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